quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Revolução Francesa

  Pode se dizer que a Revolução Francesa  teve relevante papel nas bases da sociedade de uma época, além de ter sido um marco divisório da história dando início à idade contemporânea. Foi um acontecimento tão importante que seus ideais influenciaram vários movimentos ao redor do mundo, dentre eles, a nossa Inconfidência Mineira.Esse movimento teve a participação de vários grupos sociais: pobres, desempregados, pequenos comerciantes, camponeses (estes, tinham que pagar tributos à nobreza e ao clero).
  Em 1789, a população da França era a maior do mundo, e era dividida em três estados: clero (1º estado), nobreza (2º estado) e povo (3º estado).
Clero
- Alto clero (bispos, abades e cônicos)
- Baixo clero (sacerdotes pobres)
Nobreza
- Nobreza cortesã (moradores do Palácio de Versalhes)
- Nobreza provincial (grupo empobrecido que vivia no interior)
- Nobreza de Toga (burgueses ricos que compravam títulos de nobreza e cargos políticos e administrativos)
Povo
- Camponeses
- Grande burguesia (banqueiros, grandes empresários e comerciantes)
- Média burguesia (profissionais liberais)
- Pequena burguesia (artesãos e comerciantes)
- Sans-culottes (aprendizes de ofícios, assalariados, desempregados). Tinham este nome porque não usavam os calções curtos com meias típicos da nobreza.
    O clero e a nobreza tinham vários privilégios: não pagavam impostos, recebiam pensões do estado e podiam exercer cargos públicos.
O povo tinha que arcar com todas as despesas do 1º e 2º estado. Com o passar do tempo e influenciados pelos ideais do Iluminismo, o 3º estado começou a se revoltar e a lutar pela igualdade de todos perante a lei. Pretendiam combater, dentre outras coisas, o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza e do clero.
   A economia francesa passava por uma crise, mais da metade da população trabalhava no campo, porém, vários fatores ( clima, secas e inundações), pioravam ainda mais a situação da agricultura fazendo com que os preços subissem, e nas cidades e no campo, a população sofria com a fome e a miséria.
    Além da agricultura, a indústria têxtil também passava por dificuldades por causa da concorrência com os tecidos ingleses que chegavam do mercado interno francês. Como conseqüência, vários trabalhadores ficaram desempregados e a sociedade teve o seu número de famintos e marginalizados elevados. Toda esta situação fazia com que a burguesia (ligada à manufatura e ao comércio) ficasse cada vez mais infeliz. A fim de contornar a crise, o Rei Luís XVI resolveu cobrar tributos ao povo (3º estado), em vez de fazer cobranças ao clero e a nobreza. Sentindo que seus privilégios estavam ameaçados, o 1º e 2º estado se revoltaram e pressionaram o rei para convocar a Assembléia dos Estados Gerais que ajudaria a obrigar o povo a assumir os tributos.

   A sociedade na qual vivemos hoje é fruto das idéias feitas pelos filósofos do iluminismo que fazem uma série de idéias compostas na frase: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". 
 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Revolução Industrial

 O século XVIII foi um século de grandes revoluções que provocaram profundas mudanças na sociedade Europeia e firmaram o sistema capitalista como sistema de produção dominante.  A Revolução Industrial foi, sem dúvida, a mais importante de todas as revoluções do século XVIII, pois provocou mudanças significativas na história da humanidade até os dias atuais.
  Do ponto de vista econômico, essa Revolução foi o conjunto de transformações ocorridas em todos os setores da economia que se tornaram capitalistas: transformações na agricultura, no comércio, na indústria, nos transportes, nas comunicações, nas técnicas de exploração mineral, nos bancos, etc.
  Foi caracterizada por uma evolução da tecnologia aplicada à produção de mercadorias para atender a um mercado consumidor cada vez maior, e, essencialmente, significou, uma revolução social, na medida em que provocou:

a) o desenvolvimento das relações assalariadas;
b) a substituição da energia humana pela energia a vapor, nas fábricas;
c) a passagem de uma sociedade estamental para uma sociedade de classes;
d) a divisão da sociedade em duas classes sociais antagônicas: a burguesia capitalista, dona do capital e dos meios de produção (ferramentas, máquinas, fábricas, etc.), e o proletariado, dono exclusivamente de sua força de trabalho e que, para sobreviver, vende-a para o capitalista.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O que é Iluminismo ?

  O século XVIII, também chamado de "Século das Luzes", foi um momento histórico em que se aprofundaram as críticas ao Antigo Regime (foi o período em que predominou o capitalismo comercial, o absolutismo, o sistema colonial e a sociedade baseada em estamentos) e em que se propuseram novas formas de organização social, política e econômica. Os grandes pensadores dessa época (Descartes, Newton, Locke, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, DAlembert, etc.) buscavam uma explicação racional para o mundo e lutavam por melhorias das condições existenciais do homem.    
  Os filósofos iluministas afirmavam que a razão guiaria o homem para a sabedoria, conduzindu-o à verdade. Assim, a razão era a fonte de todo o conhecimento. As idéias reformistas do século XVIII influenciaram os economistas europeus e, nesse contexto, surgiram duas escolas econômicas, que, por sua vez, contestavam o controle da economia pelo Estado, a saber: a escola fisiocrata e a escola liberal.  
 A Escola Fisiocrata – Fundada por Quesnay, defendia a tese de que a principal fonte de riqueza nacional era a agricultura e que, portanto, os indivíduos mais importantes economicamente para a sociedade eram os grandes proprietários e fazendeiros.  
 A Escola Liberal – Ao contrário dos fisiocratas, defendia a idéia de que a fonte da riqueza é o trabalho, que deve ser exercido em absoluta liberdade.

Adam Smith, o fundador do liberalismo econômico, defendia o livre comércio entre as nações e o livre cambismo alfandegário. Alguns governantes europeus, tentando evitar os conflitos sociais e a contestação aos seus governos autoritários, empreenderam algumas reformas em seus países, com base nas idéias liberais dos filósofos iluministas. Esses governantes ficaram conhecidos como déspotas esclarecidos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Filósofos Iluministas

   No Iluminismo, os principais filósofos foram: Locke, Montesquieu, Voltaire e Rousseau. As idéias desses filósofos foram o lema que dirige a sociedade burguesa: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". É com estes filósofos que se forma toda a estrutura social que vivemos hoje, a sociedade burguesa. Houve também os economistas que vão gerar o sistema capitalista liberal que vivemos hoje, o neoliberalismo.
  John Locke: Locke foi um filósofo que atacou a concepção absolutista. Dizia que podemos retirar o governante do poder se ele não estiver sendo bom; diz que a propriedade é um bem inviolável e defende o individualismo que cada pessoa tem.
  Montesquieu: Montesquieu também vai combater o absolutismo. Dizia que o rei não podia ter poderes totais, porque ele faria mau uso do poder. Então, "somente o poder detém o poder" = cria-se a tripartição do poder em: executivo, legislativo e judiciário. 
  Voltaire: é o mais irreverente. Expõe sua filosofia em romances. Ele diz que o Estado deve ser dirigido por um rei filósofo, ou então, um rei que tenha ministros filósofos, então ele defende a razão e os princípios iluministas para dirigir o Estado. Defendia a razão e os princípios iluministas par dirigir o Estado. O rei deve ser filósofo ou ter ministros filósofos. 
  Jean-Jaques Rousseau: Rousseau é o mais radical de todos, ao invés de ver os problemas da burguesia, ele vê os problemas do povo. Falava em igualdade social, democracia (o poder emanando da maioria), faz crítica à sociedade e à propriedade privada através do mito do Bom Selvagem. 
  Diderot e D'Alembert: Juntaram todo o saber burguês em uma Enciclopédia e fazendo assim, mais pessoas poderiam saber sobre as idéias dos filósofos e assim espalham os ideais para derrubar o Antigo Regime.




Iluminismo

   A Revolução Gloriosa marcou o fim do absolutismo na Inglaterra, criando assim, um país burguês , tudo que existe de recursos seria usado em favor da burguesia, gerando acumulo de capital, o que faz da Inglaterra o país mais rico da Europa. As burguesias dos outros países perceberam que os ingleses conseguiram abater o Antigo Regime ,o rei é deposto, acaba o absolutismo, acaba a sociedade estamental e acaba o Mercantilismo. Então, eles tentam fazer a mesma coisa, sobretudo na França que é "grudada" na Inglaterra. Tudo que se faz na Inglaterra, reflete na França ,  pois os ingleses vão acumular toda a riqueza existente na Europa e os outros países vão empobrecer, as burguesias vão à falência , se não há lucro, não há como viver dentro do sistema capitalista.
   Os principais filósofos iluministas estarão na França, os pensadores econômicos também. A burguesia surgiu no Mercantilismo e, criava cartas de monopólio, concessões, falta de concorrência; assim a burguesia surge e vai tomando os espaços, mas vai chegar um momento em que a burguesia está tão grande que ela precisa acabar com o Mercantilismo, precisa assumir o controle da sociedade que era tripartida. As 2 primeiras camadas não fazem nada e ainda acabam com a riqueza do Estado, enquanto isso todo o resto da população tem que trabalhar para sustentar as outras 2 camadas. Então deve-se destruir essa sociedade e criar uma sociedade de classes.
    Maquiavel, Hobbes, Bodin e Bossuet diziam que o rei devia ser absoluto, agora a burguesia tem que pagar para filósofos para que estes combatam os ideais absolutistas, criando outras filosofias (deve-se negar os princípios mercantilistas e defender a igualdade entre os homens).O Iluminismo é o momento filosófico que tem como base a Razão. E os dois filósofos que não são iluministas, mas serviram de fundamento para a racionalidade foram René Descartes e Isaac Newton, são eles que vão dar a base para que o movimento aconteça.
René Descartes: Descartes dizia que o homem deve desconfiar de tudo para poder acreditar em alguma coisa. Criou o método cartesiano para explicar um assunto através de um ponto racional. O sobrenatural não existe.
Isaac Newton: diz que tudo o que existe no mundo respeita as leis físicas, o sobrenatural não existe.